(Crítica) THE WILDS: Nova produção Amazon Prime é a mistura perfeita entre Lost e Euphoria

A mistura do melhor de Lost e do melhor de Euphoria, essa é a melhor forma de definir a nova produção original Amazon Prime Vídeo que chegou ao catálogo da gigante do streaming no final do ano de 2020.

A série acompanha a história de oito garotas que estavam em um voo particular com destino a um centro de aperfeiçoamento pessoal chamado “Dawn of Eve” (O amanhecer de Eva), o lugar aparentemente recebe garotas com problemas que vão desde abuso de substância a qualquer outros comportamento considerado ariscado e danoso para suas vidas. O problema é que o avião em que elas estavam cai fazendo com que todas elas fiquem presas em uma ilha deserta, tendo que lutar pela sobrevivência.

Ao longo da série – que possui 10 episódios –  conhecemos as razões pelas quais cada umas das personagens foram mandadas para o “Dawn of Eve” pelas suas famílias, descortinando camadas ainda mais profundas das personagens. Além da trama humana focado nas garotas, ainda temos um mistério que nos é revelado aos poucos sobre esse centro de aperfeiçoamento pessoal para onde elas iriam. 

Mas, “The Wilds” é profunda em níveis realmente impressionantes, temas difíceis da adolescência como: as exigências acadêmicas, as incertezas do futuro, problemas de autoimagem e distúrbios alimentares são abordados deixando toda trama bem distante de rivalidades superficiais, normalmente retratados em séries com elenco feminino. A rivalidade entre garotas não é protagonista nessa produção, os atritos que ocorrem entre os personagens permeiam lugares naturais diante da situação de perigo em que elas se encontram. A protagonista da trama é a sororidade e senso de comunidade que surge entre as garotas no decorrer dos episódios.Ainda assim a série “The Wilds” possui grandes pecados em sua execução. O roteiro falha quando tenta nos entregar alguma espécie de mistério, tudo que poderia ser elemento para especulação dos espectadores é facilmente resolvido diante da obviedade dos acontecimentos. O que sobra de interessante é as vidas pregressas das garotas que nos são apresentados através de flahsbacks.

Inclusive, um grande destaque dessa produção fica com a excelente escolha do elenco que conta com as atrizes Rachel Griffiths como Gretchen Klein; Sophia Taylor Ali como Fatin Jadmani; Shannon Berry como Dot Campbell; Sarah Pidgeon como Leah Rilke; Erana James como Toni Shalifoe; Jenna Clause como Martha Blackburn; Helena Howard como Nora ReidReign Edwards como Rachel Reid e Mia Healey como Shelby Goodkind. Quem assina a produção da série é Sarah Streicher, Amy B. Harris, Dylan Clark e Jamie Tarses. 

Apesar de toda obviedade da trama principal e inúmeros ganchos que não levam a lugar algum, “The Wilds” segue sendo uma boa produção da Amazon Prime Video, bem executado tecnicamente e com belo acabamento plástico. Não foi um dos grandes lançamentos de 2020, mas cumpre seu papel como entretenimento de qualidade e com razoáveis questões socioculturais em seu enredo e isso – certamente – merece sua atenção.

Confira o trailer:

 

 

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Henrique Avelino
Jornalista, escreve sobre moda e comportamento; é aficionado por arte e cinema e acredita no poder transformador dos livros, do plástico bolha e de uma boa xícara de café.

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