O Coletivo CIDA (RN) anuncia um emocionante projeto que visa a união entre o ambiente educacional e a arte da dança. Contemplado pelo Prêmio Funarte Circulação e Difusão da Dança – 2022, a iniciativa traz uma série de ações voltadas para instituições de ensino de dança e arte, com o objetivo de promover a diversidade e o entendimento mútuo. As atividades começaram nesta quinta-feira (14) e serão realizadas nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Ceará.
Com uma perspectiva inclusiva e acessível, o projeto “COLETIVO CIDA 2023 – DANÇA, INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE” se concentra em criar uma ponte entre o mundo da dança contemporânea e as instituições de ensino. Além das cativantes apresentações artísticas, o Coletivo CIDA oferecerá, de forma completamente gratuita e acessível por meio de tradução para Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), bate-papos e ações formativas, onde serão compartilhadas as metodologias utilizadas na construção do espetáculo CORPOS TURVOS.
Para Arthur Moura, produtor e fundador do CIDA, essa ação possui potencial transformador. “O projeto visa capacitar as pessoas a desenvolverem pensamentos críticos e a participarem ativamente de uma prática democrática.” declara Arthur Moura.
Promovendo a Inclusão e a Cidadania
Buscando proporcionar acesso à obras de arte cênicas acessíveis, criadas por artistas independentes residentes na cidade de Natal-RN, com e/ou sem deficiências, o objetivo dessa ação é inspirar e capacitar os participantes a compreenderem melhor as nuances da dança inclusiva e a contribuírem para uma sociedade mais plural e democrática.
As atividades vão ser desenvolvidas em instituições como: Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Espaço A3 e Universidade Federal do Ceará (UFC). Além disso, os amantes da dança e todos os interessados podem se juntar a esta jornada inclusiva e inspiradora nas apresentações voltadas para o público geral.
“Este é um passo significativo em direção à construção de cidadãos participativos em uma sociedade multicultural, pluriétnica e diversa.”, comenta René Loui, coreógrafo, intérprete e fundador do Coletivo CIDA.
Corpos Turvos
Corpos Turvos teve pesquisa iniciada no ano de 2019, a partir de uma residência artística na Odisha Biennale, na Índia. Inicialmente pensada como um espetáculo solo para os formatos presenciais, agora, a partir de outra residência artística virtual entre René Loui (MG/RN) e Jussara Belchior (SC), dois pesquisadores das diferenças na dança, se concretiza como obra audiovisual de dança. O processo criativo foi avassaladoramente atravessado pelos protocolos pandêmicos e origina uma obra coletiva, híbrida e com tecnologias assistivas intrínsecas.
Como resultado estético do encontro destes dois artistas, surge Corpos Turvos em sua versão teste, uma obra audiovisual em dança, desenvolvida colaborativamente entre o Coletivo CIDA, a Ilha Deserta Filmes e a Astromar Filmes. Corpos Turvos foi pensada coreograficamente de modo a não excluir a pessoa com deficiência, contrariamente, se construiu a partir das possibilidades de cada corpo que dança.
Corpos Turvos é a primeira obra da trilogia em dança-tragédia criada pelo Coletivo CIDA. A peça coreográfica explora, por meio da dança, temáticas relacionadas à estigmatização, desumanização, extermínio e invisibilidade que afetam pessoas negras, a comunidade LGBTQIAPN+, indivíduos com deficiência, mulheres, povos originários e aqueles que convivem com o HIV ou AIDS.
A obra traz à tona e coloca em discussão corpos que frequentemente são reduzidos a simples marcadores sociais. Corpos Turvos é uma urgência da sobrevivência, é um pedido por empatia, é um grito de socorro para que esses corpos deixem de ser números.
Via Prêmio Funarte Circulação e Difusão da Dança – 2022 o coletivo artístico vai realizar 10 apresentações em quatro estados do Nordeste brasileiro. As apresentações de Corpos Turvos que ocorrerão em Campina Grande/PB serão voltadas para instituições de ensino (UFCG e UEPB).
Além dessas apresentações, serão realizadas mais oito, todas de forma gratuita e acessível por meio de audiodescrição e/ou tradução e interpretação para LIBRAS. A duração do espetáculo é de aproximadamente 45 minutos, e a classificação indicativa é de 18 anos.
Calendário de apresentações:
Campina Grande/PB
14 de setembro, às 18:30, na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) – Sala 208
Campina Grande/PB
15 de setembro, às 10h, no DART da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Natal/RN
17 de setembro, às 19h, na Casa da Ribeira
Programação do Circuito Ribeira
Recife/PE
22 de setembro, às 19h
Espaço Cênicas
Recife/PE
23 de setembro, às 19h
Espaço Cênicas
Natal/RN
25 de setembro, às 20h, Teatro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Natal/RN
26 de setembro, às 10h, Teatro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Natal/RN
28 de setembro, às 19h, Espaço A3
Natal/RN
29 de setembro, às 19h, Espaço A3
Fortaleza/CE
Sala e data à confirmar
UFC – Universidade Federal do Ceará
Sobre o CIDA
O Coletivo Independente Dependente de Artistas (CIDA ) é um núcleo artístico fundado no ano de 2016 por artistas emergentes, pluriétnicos, com e sem deficiências, oriundos das mais diversas regiões do Brasil e radicados na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.
Todas as informações sobre o CIDA podem ser acompanhadas através dos canais de comunicação do coletivo. Acesse: www.coletivocida.com.
Posts relacionados:
Curta-metragem transforma o medo da pandemia em dança
[Semana de Reflexões Críticas] Dançar Álbuns Inteiros por Cássia Navas
Atores à Deriva leva "Fábulas de nossas Fúrias” ao palco da Casa da Ribeira
Conferência Livre de Circo discute os rumos da cena circense em Natal
Minissérie de dança Plano de Abandono retorna este domingo com bate-papo

Jornalista formada pela UFRN, atua como Comunicadora Criativa e Produtora Cultural comunicando projetos artísticos na cidade do Natal há mais de dez anos. É uma das administradoras do blog cultural potiguar Apartamento 702, é ativista gorda, rainha da brilhosidade, dona e proprietária em Comunica Ceci, praticante de yoga. cinéfila e aprendiz de Lu Roller.

