10 coisas que aprendi depois de conhecer 10% do mundo

Parece clichê e de uma certa maneira é, mas acredite, viajar muda quem você é. As experiências que você vive te moldam de um jeito que nunca mais você voltará a ser quem era antes.

Não, não estou falando daquela viagem com hotel de luxo em que você só conhece os principais pontos turísticos da cidade. Quero falar sobre o que aprendi com aquelas 130 cidades que mergulhei, aqueles 10% do mundo que conheci e dos 158.784 Km que rodei (pelo menos de acordo com o aplicativo do TripAdvisor do Facebook que uso haha).

1.Respeitar a cultura e os costumes alheios

Quando vivemos na nossa bolha parece bizarro os costumes dos indianos ou as roupas antigas das cholitas bolivianas. Mas, você precisa respeitar e entender que, para alguém na outra parte do mundo, as mulheres semi-nuas no carnaval aqui do Brasil é um absurdo. Empatia e respeito sempre!

2. Ignorar os comentários preconceituosos sobre pessoas e lugares

Engraçado como sempre tem alguém para desincentivar, dizer que tal lugar é perigoso, ou que você é apenas uma jovem mulher e não irá conseguir se virar sozinha. Faça um favor, e ignore!

3. O seu comportamento não é a verdade universal

Mas que mania essa de nos acharmos o centro deste universo. Vamos com calma aí amigo, que o seu hábito não é menos ou mais digno do que o de quem está do outo lado do mundo! Que tal começar a aplicar isso não só nas suas viagens quando você está conhecendo lugares exóticos, mas também na sua realidade do dia a dia com o seu vizinho drag?

4. Se permita experimentar o novo (e estranho)

Ah, cara, quantas vezes deixamos de experimentar algo por nojo, ou mesmo, preconceito? Partindo do preceito que o “não normal” só é taxado assim porque somos doutrinados. Experimente, afinal, se você odiar, ninguém vai te obrigar a fazer isso de novo. E se você gostar, será um novo prazer e com certeza uma nova história para contar!

5. É preciso sair da sua zona de conforto!

Sabe aquela frase clichê “Vá, e se tiver medo, vá com medo mesmo!”. É a mais pura verdade, tem algum momento em que você irá pestanejar e se questionar, nessa hora, ouse. Além disso, você certeza passará por alguma adversidade no meio do caminho, mas a vida não é assim mesmo? Esses momentos te fazem reconhecer as recompensas do depois.

6. Veja realmente o mundo, não seja apenas um telespectador omisso

Não sei se é mal de uma geração, ou foi agravado pelo “registrar tudo e não viver”, mas precisamos parar um pouco diante da natureza estonteante, do lugar não conhecido e até da esquina da sua casa e admirar. Não só passar despercebido, mas se dar aquela pausa no local, e realmente olhar!

7. Administrar melhor minhas finanças (principalmente gastos desnecessários)

Quem viaja sabe: viajar é um troço viciante. Quando você começa é complicado, mas depois você já está planejando outra viagem no final do trajeto que está fazendo. Sendo assim, suas prioridades financeiras mudam, aquela roupa não parece tão importante, e sim economizar dinheiro para VIAJAR MAIS! Afinal, a vida é feita de momentos e não de coisas!

8. Você é um pequeno ser perdido em um mar sem fim (tipo o Nemo, sim!)

Viajar é também conhecer outras realidades, ver o quanto esse mundo é realmente gigante e o quanto você é realmente pequeno. Para mim isso foi essencial para ter empatia com o próximo, e querer ajudar/entender os outros seres a minha volta, não só coexistir.

9. Ainda existe esperança para humanidade

Quem me conhece sabe que não sou exatamente a pessoa mais positiva ou com fé na humanidade que existe. Mas, quando você está em um lugar estranho, no meio da Bélgica, sem dominar nada da língua e um total desconhecido se compromete a te ajudar, você percebe: existe esperança para humanidade!

10. Conhecer a si e a todos os seres que moram dentro de você é essencial

Pense, você convive com você todos os dias, e claro, é um ser complexo, possui nuances sutis e temperamento singular. Você precisa se conhecer, aceitar aquela imperfeição, amenizar aquele defeito. Quando você está viajando, parece que o se reconhecer e se estranhar no lugar faz você refletir mais sobre si, e cara, que experiência necessária!

Bem, já dá para perceber que sou uma apaixonada por viajar e desejo que todos vocês se percam, se achem nesse mundo afora. Fiquem com meu mapa e meu desejo de chegar aos 50% de mundo conhecido ainda nesta vida.

mapa

 

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Alana Cascudo
Publicitária formada pela UFRN. Estudante de pós-graduação em MBA Gestão da Comunicação em Mídias Sociais na ESPM. Cinéfila, notívaga, apaixonada por viagens, gastronomia e assuntos relacionados. Sofrendo constantemente de insatisfação crônica, intolerante à lactose e totalmente desequilibrada.

Comentários

2 Comments

  1. Alana, não sei seu trabalho atual, mas me veio uma pergunta na cabeça: Seja lá onde você morasse ou fosse morar nesse mundo, você diria que poderia conseguir um trabalho que pudesse se manter?
    Acho que ficaria melhor se a questão fosse colocada assim: Seja lá pra qual país você viajasse nesse mundo, você se garantiria em dizer que pode conseguir um trabalho que gosta, que se relacionasse com suas habilidades e capacidades, e que pudesse se manter?

    E parabéns pelo texto! Muito bom!
    Abraço

    1. Oi, Marabeau!
      Sempre digo que apesar de ser publicitária, me adaptaria muito fácil a outras áreas de trabalho.
      Então, se fosse em um contexto aventura, viagem, para me manter na cidade até ir para próxima, com certeza sim!
      Se fosse para morar por um bom tempo, acredito que precisaria analisar o mercado do local.
      Mas daqui ha uns 5 anos pretendo fazer um mochilão grande e parando fazendo bicos nos lugares, em boates mesmo, hotéis, o que aparecesse 😉

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