Conheça Tybyra: livro de autor potiguar que resgata a vida da primeira vítima de homofobia registrada no Brasil

Você imagina que em 1614, um indígena Tupinambá foi morto por sua orientação sexual? Seria este o primeiro caso de homofobia registrado no Brasil?

Segundo o antropólogo Luiz Monteiro do Grupo Gay da Bahia, o indígena Tibira teria sido amarrado pela cintura à boca de um canhão. Tibira, por sinal, é uma palavra usada na língua tupi para designar indígenas gays. A morte de um deles é registrada pelo frade capuchinho Yves D’Évreux em seu diário “Viagem ao Norte do Brasil feita nos anos de 1613 e 1614″.

Com a intenção de fazer este resgate histórico, dando voz à resistência indígena e LGBT, o Juão  Nyn, artista potiguar(a) residente em São Paulo lançou a sua dramaturgia de estreia TYBYRA : Uma Tragédia Indígena Brasileira (Teatro de Retomada)”, uma ficção sobre o primeiro caso de TBLGfobia com um nativo, documentado no país.

Juão Nÿn, artista Potyguar(a)

O livro está a venda em formato de e-book na Amazon pelo valor de R$ 30,00 (acesse aqui), sendo gratuito para os assinaturas do Kindle Unlimited. Já o livro físico, esgotado no primeiro lote, volta as vendas no dia 15 de janeiro (link aqui), com a possibilidade de kits que incluem versão TLBG da bandeira do RN e miniatura colecionável do Tybyra.

Além da sua edição em e-book, o livro ultrapassa a barreira da divulgação tradicional, usando a internet como sua linguagem nativa, seja na propagação através de aplicativos de paquera ou no uso de filtros do Instagram Stories para motivar os leitores a realizarem leituras dramáticas dos atos da obra. Somado a isso, o livro foi distribuído gratuitamente em 9 aldeias indígenas do estado de São Paulo, com previsão de realizar a mesma ação, em breve, no Rio Grande do Norte.

Sinopse do Livro

1614, São Luís do Maranhão, Brasil.

Preso à boca de um Canhão, prestes a ser executado por sodomia por soldados franceses, Tybyra, Indígena Tupinambá, relembra a própria vida e propaga suas últimas palavras como se, depois de relâmpagos, o som dos trovões saísse de sua boca.

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Alana Cascudo
Publicitária formada pela UFRN e pós-graduada em MBA Gestão da Comunicação em Mídias Sociais pela ESPM. Cinéfila, notívaga, apaixonada por viagens, gastronomia e assuntos relacionados. Sofrendo constantemente de insatisfação crônica, intolerante à lactose e totalmente desequilibrada.

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