Estreou na Netflix, nesta sexta-feira, o filme “Mank”. O título revisita uma das mais memoráveis produções da indústria cinematográfica da década de 30, “Cidadão Kane”. O filme, que foi feito todo em preto e branco, volta suas atenções para o Hernan J. Mankiewickz, celebrado roteirista Hollywoodiano, responsável por escrever Kane. Um momento histórico e de grandes acontecimentos pro cinema, já que diante da importância do filme na época, Mankiewicz e o diretor Orson Welles brigaram para decidir quem receberia as honras por aquele trabalho.
O filme “Cidadão Kane” é tão amado e aclamado que é um risco homérico revisitar esse título ainda que seja para desbravar as narrativas que aconteciam no backstage da produção, principalmente por “Mank” trazer a luz o nome do roteirista (Hernan) que acabou sendo pouco lembrado e mencionado, foi Orson Welles – diretor – que levou sozinho todos os créditos e glórias pelos feitos em “Cidadão Kane”.
“Mank” foi dirigido por David Fincher e se baseia em um roteiro escrito por seu pai, Jack, que morreu em 2003. David se concentra nessa produção em mostrar a extravagância da indústria cinematográfica nos tempos de ouro, bem como as complicadas personalidades que davam vida as engrenagens do cinema.
Fincher usa da criatividade narrativa para contar a história através do que sustenta e baliza o cinema: o roteiro. Em inúmeros flashbacks e revisitas ao passado através de personagens, o público vai entendendo mais a complexa psique de Mank, seus sonhos, inseguranças e esforços constantes para se manter relevante e produtivo no estúdio.

Um recorte histórico importante do filme é o momento em que Mank se isola no interior dos Estados Unidos – muito por estar sofrendo com o alcoolismo – para escrever o roteiro encomendado pelo diretor Orson Welles, que havia fechado um grande contrato com um estúdio, mas não conseguia chegar ao tratamento final do roteiro.
Mank é um filme sublime e a prova disso é que a crítica já foi completamente conquistada pelo novo longa do Fincher, “Mank” recebeu uma avaliação 89% positiva no site Rotten Tomatoes, plataforma que compila críticas e resenhas de filmes, um feito realmente impressionante. O que resta saber é se “Mank” fara história no Oscar como o filme que o inspira, “Cidadão Kane”, que foi indicado em 9 categorias e venceu justamente na de Melhor Roteiro; O prêmio foi dividido entre Mank e Welles.
O longa conta com nomes como Gary Oldman, Amanda Seyfried, Tom Pelphrey, Lily Collins, Arliss Howard, Tuppence Middleton, Tom Burke e Charles Dance em seu elenco, todos em atuações sensacionais. Certamente é um dos queridinhos das temporadas de premiações, já que os filmes que celebram e revisitam a indústria do cinema sempre tocam o coração da Academia. E embora tudo ainda esteja nebuloso Mank é a grande aposta deste ano quando se fala em Oscar.
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Jornalista formado pela UNP – Universidade potiguar – é assessor de imprensa corporativa da Us Comunicação e já escreveu em diversos portais sobre os mais variados assuntos. Hoje escreve sobre sua maior paixão no Apartamento 702, a sétima arte. Venera café, livros, filmes empoeirados, plot twists e hoje protagoniza um spin-off de vida fitness.

