Após o sucesso no Circuito Cultural Ribeira, com ingressos esgotando em 10 minutos, o Coletivo CIDA (RN) realiza nesta quinta e sexta-feira apresentações gratuitas do espetáculo “CORPOS TURVOS” no Espaço A3, a partir das 19h, na Ribeira.
O Coletivo Independente Dependente de Artistas (CIDA) é um núcleo artístico fundado no ano de 2016 por artistas emergentes, pluriétnicos, com e sem deficiências, oriundos das mais diversas regiões do Brasil e radicados na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.
Contemplada pelo Prêmio Funarte Circulação e Difusão da Dança – 2022, a apresentação do CIDA faz parte de uma série de apresentações e ações voltadas para instituições de ensino de dança e arte, com o objetivo de promover a diversidade, além do compartilhamento de conhecimento e experiência.
Durante o projeto, que já passou pelas cidades de Campina Grande (Paraíba) e Recife (Pernambuco), o CIDA oferece de forma completamente gratuita e acessível por meio de tradução para Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), apresentação de CORPOS TURVOS e bate-papos onde são compartilhadas as metodologias utilizadas na construção do espetáculo.
“Este é um passo significativo em direção à construção de cidadãos participativos em uma sociedade multicultural, pluriétnica e diversa.”, comenta René Loui, coreógrafo, intérprete e fundador do Coletivo CIDA.
Corpos Turvos
Corpos Turvos teve pesquisa iniciada no ano de 2019, a partir de uma residência artística na Odisha Biennale, na Índia. Inicialmente pensada como um espetáculo solo para os formatos presenciais, e a partir de outra residência artística virtual entre René Loui (MG/RN) e Jussara Belchior (SC), dois pesquisadores das diferenças na dança, se concretizou como obra de dança contemporânea. O processo criativo foi atravessado pelos protocolos pandêmicos e originou uma obra coletiva, híbrida e com tecnologias assistivas intrínsecas.
Em sua versão teste, Corpos Turvos surgiu como uma obra audiovisual em dança, desenvolvida colaborativamente entre o Coletivo CIDA, a Ilha Deserta Filmes e a Astromar Filmes. Corpos Turvos foi pensado coreograficamente de modo a não excluir a pessoa com deficiência, contrariamente, se construiu a partir das possibilidades de cada corpo que dança.
Esta é a primeira obra da trilogia em dança-tragédia criada pelo Coletivo CIDA. A peça coreográfica explora, por meio da dança, temáticas relacionadas à estigmatização, desumanização, extermínio e invisibilidade que afetam pessoas negras, a comunidade LGBTQIAPN+, indivíduos com deficiência, mulheres, povos originários e aqueles que convivem com o HIV ou AIDS. É um grito de socorro para que esses corpos deixem de ser números.
As ações seguem nos próximos dias com apresentações nos dias 28 e 29 de setembro às 19h no Espaço A3, na Ribeira. Depois o CIDA ainda realiza outras ações em Fortaleza (CE) A duração do espetáculo é de aproximadamente 45 minutos e a classificação indicativa é de 18 anos.
Todas as informações sobre o CIDA podem ser acompanhadas através dos canais de comunicação do coletivo. Acesse: www.coletivocida.com.br ou acompanhe o Coletivo no Instagram em: @coletivocida.
Próximas apresentações e bate-papos:
Natal/RN
28 de setembro, às 19h, Espaço A3
Natal/RN
29 de setembro, às 19h, Espaço A3
Fortaleza/CE
Sala e data à confirmar
UFC – Universidade Federal do Ceará
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Jornalista formada pela UFRN, atua como Comunicadora Criativa e Produtora Cultural comunicando projetos artísticos na cidade do Natal há mais de dez anos. É uma das administradoras do blog cultural potiguar Apartamento 702, é ativista gorda, rainha da brilhosidade, dona e proprietária em Comunica Ceci, praticante de yoga. cinéfila e aprendiz de Lu Roller.