Sexo e a Educação Sexual Somática

Nossa educação sexual ainda tem muito a evoluir
Nossa educação sexual ainda tem muito a evoluir

Você já percebeu que a educação sexual sempre foi dada como uma forma de ensinar os mais jovens a se prevenirem das doenças sexualmente transmissíveis ou evitar filhos indesejados?

E que ninguém nunca se preocupou a ensinar, de fato, a aproveitar toda a potencialidade que o sexo traz?

Não vou entrar nesse mérito aqui, mas obviamente que essa deficiência nasce da cultura de considerar o sexo como algo sujo.

Há muita repressão no assunto, muito “tabu”, além de relações de culpa e de condenações. Isso de forma ainda mais intensa com relação à mulher.

A maior liberdade sexual é recente. Tão nova que pessoas ainda jovens não conseguem encarar o assunto sem pudores, eufemismos, ou até medo infantis.

Ainda paira uma aura mística sobre a relação sexual, algo incompatível com o quanto a nossa sociedade evoluiu.

Apesar disso, cada vez mais as pessoas estão falando racionalmente sobre sexo, fazendo sexo e pesquisando o sexo.

Recentemente descobri a tal da Educação Sexual Somática. Ela tem como premissa pesquisar e entender o corpo humano para, a partir daí, explorar todo potencial físico que o sexo nos traz.

Ou seja, nos ajuda fazer um sexo melhor.

O interessante é que a Educação Sexual Somática não pretende ser um guia, mas uma espécie de conselheiro das nossas relações.

Um dos pesquisadores brasileiros dessa área é o Yuri Kotke, ele atualmente ministra cursos e palestras em São Paulo e em Natal.

Em seus cursos é enfático ao afirmar o caráter subjetivo do sexo. Nem todo mundo sente prazer do mesmo jeito. Mas o corpo humano tem uma série de áreas potencialmente prazerosas.

E ele não tem pudores de afirmar que o sexo não é cartesiano, onde um simples manual pode ajudar a chegar a determinado ponto, mas algo mais complexo e que envolve, invariavelmente, a nossa mente.

Yuri em uma de suas aulas.
Yuri em uma de suas aulas.

A ideia dos cursos que ministra é a de despir os pudores que temos e, a partir daí, orientar os alunos, dar dicas para diferentes abordagens, sempre partindo da anatomia do corpo como base.

Somos criaturas projetadas para ter prazer. O clitóris, por exemplo, existe com o único propósito de provocar orgasmos. Por que ele ainda é um mistério para tantas pessoas?

Para Yuri, o sexo é uma  forma de aumentar a empatia das pessoas, é eficiente para tratar a depressão, a solidão e outros problemas psíquicos e sociais. E garante: seria uma excelente arma para alcançar a paz mundial.

Se traria a paz mundial, não sei (mas também não duvido).Mas que encarar o sexo como algo mais natural poderia ajudar muita gente a ter uma vida melhor e mais saudável, isto é certo.

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Jornalista formado pela UFRN. Fez o Curso Estado de Jornalismo Econômico do Estadão/FGV e o Rumos Jornalismo Cultural do Banco Itaú. News addicted. Apaixonado também por internet, cultura, política, mídias sociais, publicidade e pelo Palmeiras. Odeia azeitona.

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