O que é Spotify e como o streaming está mudando a forma de consumir música

O modo de consumir música passa pela sua segunda revolução na internet.

De forma lenta e constante o streaming se transformou numa alternativa ao uso da MP3, formato que revolucionou os mercados quando se popularizou em 1999 por intermédio do Napster.

Desde então a música nunca mais foi a mesma. Mudou para melhor. A geração MP3 criou mais diversidade, fortaleceu as pequenas bandas, foi responsável indiretamente pelo ressurgimento dos festivais independentes em nível global, alterou a forma como os grupos são montados e fazem receita e democratizou a música.

Nesse período, um dos esforços do mercado era de transformar o download gratuito em pago. A iniciativa que chegou mais perto disso foi o iTunes da Apple. Foi eficiente, eles venderam mais de 25 bilhões de músicas, mas não chegaram ao ponto de modificar o costume de baixar gratuitamente um disco.

Os tempos, no entanto, mudaram.

Há anos na Europa e nos Estados Unidos, o modelo de ouvir música via streaming conquistou adeptos e pode fazer você parar de vez de baixar músicas. A principal referência é o sueco Spotify que tem mais de 10 milhões de assinantes no mundo e chegou ao Brasil nesta semana.

spotfy

A fórmula é simples e eficiente: interface intuitiva, acervo atualizado, indicação de músicas e bandas pelo histórico do usuário, a possibilidade de fazer e compartilhar playlist e a principal: praticidade. É mais fácil que vasculhar a internet – e desviar dos vírus – em busca do álbum que quer ouvir.

Tudo isso a um custo baixo e legalizado.

A assinatura Premium custa em média R$ 15/mês. Mais barato que o preço de um CD ou um álbum no iTunes.

Quem não quiser pagar, pode ouvir gratuitamente. A opção free do Spotify só tem como ônus as propagandas em áudio que são veiculadas ocasionalmente.

Fora do Spotify, há outros concorrentes no Brasil que contam hoje com uma boa fatia do mercado: Deezer e Rdio. O preço é quase o mesmo, mas cada um tem sua peculiaridade no serviço. No caso do Rdio,  a interface limpa e o foco nas sugestões pelo que os seus amigos andam ouvido.

O Deezer tem uma melhor opção gratuita que os demais.

Ambos valem a pena, apesar de entregarem uma experiência de usuário inferior a da empresa sueca. Dentre os três, o Spotify tem a melhor integração com dispositivos móveis e o melhor player, rápido mesmo se a conexão estiver ruim.

Além disso há diferenciais como as playlists catalogadas por ritmo e até pelo humor do usuário e a possibilidade de adicionar aplicativos do sistema.

Neles, é possível receber sugestões de publicações como Rolling Stone e Pitchfork, automatizar a criação de playlist, ver a letra da música enquanto ouve e outras tantas inovações.

O serviço acaba sendo tão bom que a aquela velha e boa pasta de MP3 começa a ficar esquecida no seu HD.

Para quem quiser conhecer, indico fazer um teste gratuito de um mês nos três serviços e escolher o melhor.

Mas cuidado, o negócio é tão viciante que até os mais fanáticos pelo download de músicas vão rever os conceitos.

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Jornalista formado pela UFRN. Fez o Curso Estado de Jornalismo Econômico do Estadão/FGV e o Rumos Jornalismo Cultural do Banco Itaú. News addicted. Apaixonado também por internet, cultura, política, mídias sociais, publicidade e pelo Palmeiras. Odeia azeitona.

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