Para sua felicidade (ou tristeza), a Ancine quer proibir os megalançamentos de filmes

Acho que muitas pessoas já passaram por essa situação: você se arruma para ir ao cinema, chega na bilheteria e percebe que todas as salas estão ocupadas com “Jogos Vorazes” ou com “Os Vingadores”.

O que está em questão aqui não é a qualidade dos filmes, mas a impossibilidade de termos outras opções diante daqueles lançamentos mundiais de blockbusters.

Vai além do nosso gosto pessoal. O diretor da Ancine (Agência Nacional do Cinema), Manoel Rangel, defende que essa prática acaba sendo “predatória” para os demais filmes que acabam ficando fora do circuito.

Veja ainda sua afirmação:

“Nem na Europa nem na América do Norte isso acontece. Nos EUA, os lançamentos não passam de 10% das telas. Na França, de 15%. O México chega a 20%. Mas no Brasil nós atingimos situações de 60%, muito frequentemente de 45%”.

Para mudança de tal cenário, vai acontecer neste dia 10 de dezembro uma reunião final para tratar das propostas de controle da distribuição cinematográfica. O objetivo é limitar a ocupação de um único filme a 30% do mercado nacional.

Rangel ainda complementou sobre o assunto:

“Por enquanto, posso dizer que mais ou menos 90% das empresas exibidoras em atuação no país concordaram em assinar o documento”, explica Rangel, que busca conferir maior autonomia aos exibidores em relação aos distribuidores.”

E vocês? O que acham dessa nova possibilidade?

Eu, pessoalmente, assino embaixo, acho que abrirá nosso leque de opções para novas produções que antes não chegavam as telonas (afinal, não custa sonhar).

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Alana Cascudo
Publicitária formada pela UFRN e pós-graduada em MBA Gestão da Comunicação em Mídias Sociais pela ESPM. Cinéfila, notívaga, apaixonada por viagens, gastronomia e assuntos relacionados. Sofrendo constantemente de insatisfação crônica, intolerante à lactose e totalmente desequilibrada.

Comentários

4 Comments

  1. Se querem que os filmes nacionais tenham mais público o correto não é cercear a entrada dos filmes internacionais, mas sim melhorar a qualidade dos nacionais, parando de investir em coisas saturadas como comédias besteirol e cinebiografias. Filmes nacionais de qualidade como Tropa de Elite, Cidade de Deus, dentre outros, não só bateram de frente com os gringos, como muitas vezes os superaram em bilheteria. É a lei da oferta e da procura.

  2. Desculpe-me o autor do comentário abaixo, mas o que se tenta impedir não é mais filmes internacionais em detrimento dos nacionais. Mas sim as exibições de lançamentos blockbusters que ocupam quase todas as telas das cidades, não deixando espaço para outros filmes de propagações menores, mas não menos bons,. Às vezes, muito melhores do que os lançamentos bem comerciais.

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