Exposição celebra o trabalho do artista plástico potiguar,Thomé Filgueira

Com vernissage marcada para o próximo 3 de abril, às 19h, a galeria de arte do Complexo Iguales lança a exposição ‘Entre Usinas e Rios’, do potiguar Thomé Filgueira. A mostra apresenta 18 telas do artista dividas em um recorte temporal por décadas: anos 1970, 1980 e 1990.

Membro da segunda geração dos modernistas potiguares, ao lado de figuras como Newton Navarro e Dorian Gray, Thomé conseguiu criar uma linguagem própria dentro das artes visuais do estado. Por ter morado nos Estados Unidos, no final dos anos de 1950, criou bastante intimidade com a arte americana, sobretudo com o realismo e o expressionismo abstrato. Mas sua referência maior foi o impressionismo francês, o qual levou a outra dimensão, adaptando-o às paisagens locais.

Thomé começou a ganhar destaque como artista ainda no final dos anos 1950, quando foi premiado pela Aliança Francesa. Dali em diante, manteve uma relação firme com a arte, até retirar a própria vida, em 2008. Participou de dezenas de exposições. Os primeiros registros são em Natal já em 1957.  Entre várias mostras, destacam-se na Califórnia, em 1964; em São Paulo, em 1974, na Bienal Internacional de Arte, considerada a maior exposição do Hemisfério Sul; em 1987, na Academia Brasileira de Letras, no Rio Janeiro; e em 1991, numa homenagem a Zila Mamede, em Natal.

“Thomé tinha uma relação muito íntima e complexa com a arte. Nossa proposta é fazer com que as pessoas entendam o que existia por trás daquelas pinceladas, feitas com mais ou menos contrastes em cada uma de suas fases”, explicou o curador da exposição, o jornalista e empresário Cristiano Félix.

Complexo Iguales

A exposição acontece na sala principal da galeria de arte do Complexo Iguales, localizada no segundo piso do equipamento cultural, na Hermes da Fonseca. No prédio, cujos serviços costuram-se por meio da arte, já havia uma homenagem a Thomé. O bistrô, instalado ao lado da galeria, tem o nome do artista.

A exposição “Entre Usinas e Rios: Thomé Filgueira em três décadas” fica aberta no mesmo horário de funcionamento de todo o equipamento, de segunda a sábado.  Na outra ala da Galeria, acontece simultaneamente a exposição “Panóplia de Natal” do também potiguar Jayr Peny.

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Cecília Oliveira
Cecília Oliveira é formada em Jornalismo, atua como produtora cultural e assessora de comunicação, é plus size, a mil por hora, apaixonada por glitter, cachorros e fotografia.

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