Na noite desta segunda-feira (23) o relato de uma estudante nas redes sociais chamou a atenção para o nosso machismo diário e a crescente falta de segurança na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Após ter sido reportado nos últimos meses uma série de furtos e roubos na instituição, o caso desta vez é um pouco mais grave. Em sua conta pessoal no Facebook Isis Oliveira, aluna do cursinho do Diretório Central de Estudantes (DCE) da universidade, tornou público o assédio que sofreu por um funcionário terceirizado da UFRN.

O episódio aconteceu no banheiro feminino do setor I. Em seu relato Isis comenta que tinha ido ao banheiro com umas amigas e, ao utilizar uma das cabines, ela percebeu que um homem a fotografava com o celular por cima do muro. Sua primeira reação foi gritar por ajuda.

Uma de suas colegas subiu em cima do vazo sanitário para tentar identificar a pessoa que havia tirado as fotos, enquanto que uma outra amiga batia na porta exigindo que as fotos fossem apagadas. Depois de um tempo o homem, cuja identidade ainda não foi revelada, abriu a porta de sua cabine alegando trabalhar na manutenção do banheiro. Segundo ele tirar fotos fazia parte de seu trabalho.

Ela procurou a administração da UFRN para relatar o acontecido e se informar sobre como deveria proceder. Para Isis a atitude conivente de alguns funcionários da UFRN – que a aconselharam a não levar o caso às autoridades – foi bastante chocante.

Indignada com toda a situação ela fez um BO na delegacia e agora aguarda o desenrolar dessa história. Isis também levou o caso para a ouvidoria da UFRN que tomou as devidas providências. “Fui na ouvidoria ontem pela manhã e ligaram para minha mãe avisando que ele havia sido demitido (de seu cargo na SAFE)”.

Para incentivar outras mulheres que foram assediadas a denunciarem seus agressores, Isis pede para que elas “não tenham medo e não se calem, porque isso é um absurdo e não pode existir”. O desabafo da jovem estudante de 19 anos já gerou mais de 733 compartilhamentos no Facebook e uma série de comentários de apoio.

Leia o caso na íntegra.

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