Espetáculo sobre a presença da mulher no sertão estreia nova temporada em Natal

Boa notícia para quem não conseguiu conferir o espetáculo “Meu Seridó”. A peça estreou sua segunda temporada de apresentações na capital potiguar, agora no TECESol (Rua Governador Valadares, 4858, Neópolis), nos dias 24 e 25 de fevereiro, às 18h. Você ainda pode garantir o seu ingresso antecipadamente online com valor promocional de R$ 15,00 meia e R$ 30,00 inteira. Lembrando que na hora a entrada passa para os valores de R$ 40,00 inteira e R$ 20,00 meia.

SOBRE O ESPETÁCULO

O sertão que vibra, pulsa e faz viver. O sertão das mulheres esquecidas e das mulheres que sonham. O não lugar, como escreveu Guimarães Rosa, o sertão que é seca e água, e é também o espaço da imensidão. Com fortes questões norteadoras, o espetáculo “Meu Seridó” traz a condição da mulher no sertão, a extinção do indígena em detrimento do boi e a desertificação, na luta diária pela sobrevivência como força bruta do ser. Sonhado pela atriz Titina Medeiros, a peça tem direção de César Ferrario e texto de Filipe Miguez (autor da novela Cheias de Charme). Como o próprio autor escreveu: “A nossa história acontece em algum lugar entre a realidade, o delírio e a nostalgia”.

Acompanhada pelos atores Nara Kelly, Igor Fortunato, Caio Padilha – assinando também a trilha sonora – e Marcílio Amorim, Titina fez ao lado da equipe uma árdua pesquisa histórica, conduzidos pela historiadora Leusa Araújo, através de imersões no próprio Seridó. Natural de Acari, Titina sonhou com esse espetáculo por anos, reunindo as suas vivências e coragem para retirar do próprio solo a história de vida de muitos sertanejos.

Para o diretor César Ferrario, a narrativa é constituída por uma linguagem de cunho popular para chegar em todas as pessoas e lugares, e tem uma estrutura que permite a montagem em ruas, fazendas, praças e diferentes paragens. “A nossa narrativa não tem um compromisso histórico. Ela tem seu início através de uma menção ao plano mítico do Seridó, onde o Sol e a Terra disputam o amor de Chuva, uma fábula muito coerente com as questões que atravessam toda a história de qualquer lugar sertanejo e seu imaginário. A partir disso, ela transita pela história do Seridó em seus espelhamentos terrenos, desde a chegada do homem andino até a vinda do vaqueiro e do português. O entrelaçamento dessas raças perpassa as história que vão sendo contadas ao longo do espetáculo”, conta César.

Personagens como José de Azevedo Dantas, Pajé Cuó, o português Rodrigo de Medeiros, a Maria Paraibana e Josefa Menina são as personificações da história que transpassa o imaginário da região.

São essas questões, forças e vidas que estão bordadas num figurino, cenografia e caracterização assinados por João Marcelino, parceiro de longa data de Titina com quem trabalhou no grupo “Tambor” ainda na década de 90. A iluminação é feita por Ronaldo Costa.

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Alana Cascudo
Publicitária formada pela UFRN. Estudante de pós-graduação em MBA Gestão da Comunicação em Mídias Sociais na ESPM. Cinéfila, notívaga, apaixonada por viagens, gastronomia e assuntos relacionados. Sofrendo constantemente de insatisfação crônica, intolerante à lactose e totalmente desequilibrada.

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