Ela comeu a própria placenta em uma maternidade de Natal

placenta
Foto: Jornal de Hoje

O caso aconteceu na semana passada e vem sendo noticiado pela imprensa local.

Uma mulher, ao terminar o parto, comeu a própria placenta. Segundo o relato do obstreta Iaperi Araújo, ela chegou inclusive a pedir coentro para temperar.

A história, contada apenas pelo lado do médico, traz ainda a informação de que o pai da criança teria cortado o cordão umbilical do filho e, em outro momento, teria arrombado o lugar onde o bebê estava e levado para a casa.

A mulher teria tido um surto, segundo Iaperi, e ela, junto da família, teriam agredido verbalmente a equipe médica do Hospital Papi.

O fato chamou atenção pela curiosidade e pela decisão de Iaperi de sair da obstetrícia depois do ocorrido.

Acontece que comer a placenta está ficando comum mundo a fora. Não há nenhuma evidência científica que comprove os benefícios, mas fala-se que a placenta tem nutrientes que aceleram a recuperação da mulher no pós parto.

Ele diminuiria os eventuais sangramentos, combateria a depressão pós parto. A placenta seria rica em ocitocina e em uma série de nutrientes bons para o corpo.

Pelo relato, ela também não teria feito o pré natal.

Há uma desconfiança entre as mulheres na área de obstetrícia ultimamente, isso por conta do número excessivo de cesarianas, o que contraria, inclusive, uma recomendação da OMS.

Nesse contexto, cresce cada vez mais o movimento pelo parto natural e humanizado, que traria mais benefícios à mulher e ao bebê.

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Jornalista formado pela UFRN. Fez o Curso Estado de Jornalismo Econômico do Estadão/FGV e o Rumos Jornalismo Cultural do Banco Itaú. News addicted. Apaixonado também por internet, cultura, política, mídias sociais, publicidade e pelo Palmeiras. Odeia azeitona.

Comentários

10 Comments

  1. "Não. Ela não é uma "comedora de placenta". Ela é mais uma vítima da violência obstétrica que mutila mulheres no Brasil.
    Foi assim que a experiência traumática de parto de uma mulher (uma das mais traumáticas que já li ou ouvi) foi relatada e divulgada pela mídia. Uma mulher reduzida a "surtada comedora de placenta".
    O relato e divulgação do caso, nesses termos, no entanto, somente aconteceram após o médico que a atendeu, Iaperi Araújo, ter se referido de maneira degradante, humilhante e ridicularizante à parturiente em sua página na rede social.
    Você deve ter ouvido falar sobre esse caso. Aconteceu em Natal, no dia 02 de julho, mas a mídia somente começou seu freak show após a postagem do obstetra. Ex-obstetra, corrijo-me. Porque ele decidiu parar de praticar a obstetrícia.
    Em uma das matérias que menciono acima, há uma entrevista com ele, que conta, sob seu viés, o que considera ter acontecido.
    Eu, que estudo a violência obstétrica e as práticas que a constituem, somente lendo sua entrevista (e os prints de sua publicação na rede social), pude identificar o que aconteceu, a motivação, a luta dessa mulher contra a separação mãe-bebê, o preconceito, a desinformação, a má prática, a luta contra a medicalização e a violência institucional e muitos outros pontos que nos dão uma visão aproximada de algo que acontece, infelizmente, ainda muito pouco: a reivindicação explícita dos direitos das mulheres no parto e contra a violência obstétrica."

  2. Cade a versao da mulher? A rede de apoio a maternidade ativa RAMA esta pedindo inquerito pelo CRMRN do caso da veracidade dos relatos apresentados pelo prprio medico no face book, e na impressa, como pode ser visto neesse artigo sensacionalista, completamente fora de evidencias comprovadas e embasadas somente no relato do professional. Isso demonstrated a qualidade do artigo… lixo

  3. Gente eu estava no meu tablet pensei que o meu comentari fosse indo pro artigo original… PArabens a vc Fabio por a sua objetividade a publicar todas as fontes,,, Logo entro em contato com vc,,

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