Você provavelmente já ouviu falar em dieta paleolítica, atualmente preferida nas academias, ou até a prática de fazer jejum (já ouviu falar do famoso jejum intermitente?).

Falar sobre essas novas formas de se alimentar refletem o quanto cada vez mais pessoas estão interessadas em saúde e, mais especificamente, na própria alimentação

Embora não se saiba ao certo a efetividade dessas dietas novas e nem o que elas podem causar ao longo prazo.

O certo é que essas novas formas de se alimentar prometem mais energia e saúde, enquanto por outro lado tiram produtos industrializados e potencialmente cancerígenos do cardápio da maior parte das pessoas.

Mas uma dieta particular chama a atenção: a prática de comer alimentos vivos. Por alimento vivo, leia-se alimentos que não passam pelo processo de cozimento.

Parece um pouco estranho, certo?

Certo.

Mas esta forma de se alimentar tem se espalhado e os adeptos se multiplicado. Uma das referências do movimento, é a autora russa radicada nos Estados Unidos, Victoria Boutenko.

Em seu livro “12 passos para o Crudivorismo” ela conta, a partir do seu caso pessoal, como se tornar adepto da dieta e quais os benefícios que ela traz.

Em Natal, o espaço Alimente – Culinária Viva é o único lugar dedicado 100% ao crudiveganismo. São especializados em receitas de alimento vivo, sem origem animal, com processos que não passam pelo cozimento.

Para falar a respeito dessa nova forma de se alimentar, entrevistamos a equipe do espaço Alimente sobre a dieta, que vem ganhando adeptos na cidade.

1 – Qual é a melhor definição de alimentação crudívora. E no que ela se diferencia de outras formas de se alimentar (como a vegetariana ou a vegana, por exemplo)?

O crudivorismo consiste numa alimentação desintoxicante à base de alimentos crus e vivos, que não passam pelo processo de cozimento. Os adeptos do crudivorismo se alimentam de vegetais, frutas e até proteína animal 100% crus. No nosso caso somos crudiveganas, pois não consumimos nada de origem animal, nem laticínios e derivados, muito menos a indústria alimentícia – o que acredito ser a principal diferença entre vegetarianos e veganos, que levantam a bandeira de proteção aos animais, mas continuam alimentando o sistema, consumindo produtos industrializados, ingestão de bebidas alcoólicas, etc.

2 – Quais são as principais vantagens de adotar essa forma de alimentação?

Desintoxicação e mudança. A alimentação viva é um estilo de vida que traz mudanças em todos os aspectos da vida. Começa pelo alimento, quando você muda aquilo que você coloca pra dentro, o seu corpo começa a responder imediatamente, vai gerar mais energia, pois o alimento vivo está no estado pleno, com as suas enzimas vivas e assim vai seguir no processo de digestão, levando todos os nutrientes e informações necessárias para saciar o corpo, que cria uma relação com o alimento.

O alimento em seu estado pleno naturalmente vai estreitar a sua relação com a Terra, com os seres elementais e o corpo vai pedir cada vez mais essa energia vital. Aí começa o processo de clareza e expansão mental, muita informação vai chegando, muda o ciclo social, muda a vibração, a frequência, muda a relação com o sistema e aumenta a vontade de estar cada vez mais imersa num ambiente natural, em contato com a natureza. Passamos a criar outra relação com o Sol, nossa fonte de vitamina D, de energia! Costumo dizer que a alimentação viva é um portal para outros portais. É muito entendimento, esclarecimento, abundância e gratidão.

3 – Há base científica para esta forma de se alimentar?

Há muitos estudos sim, principalmente em línguas estrangeiras. Mas a gente prefere confiar e ouvir nosso corpo através daquilo que experienciamos. Independente de estudos, eu sempre digo: experimente mudar e sinta o seu corpo.

4 – Quais os principais alimentos que vocês consomem. E quais vocês evitam?

A base da alimentação crudivegana são os vegetais crus e fermentados, hortaliças, frutas, germinados, brotos e as bebidas probióticas como iogurte de côco, kombucha e tepache.

Não consumimos os produtos industrializados, açúcar, amidos, proteína animal, laticínios e derivados, bebidas alcoólicas.

5 – Onde em Natal pode se encontrar alimentação crudívora?

Espaço 100% crudivegano que temos conhecimento é o AliMente Culinária Viva, que em setembro vai partir em itinerância pelo Brasil, disseminando a alimentação viva, mas deixamos uma sementinha na Galeria Câmara Clara, que vai dar continuidade à produção e venda de iogurtes de côco, requeijão de castanha de caju e bebidas fermentadas, além das noites cruas temáticas.

A Alimente – Culinária Viva traz e apresenta uma nova consciência alimentar. Alimente surgiu nessa intenção, de uma nova possibilidade de se alimentar e de sentir esse alimento nas próprias vidas. É um projeto com base na alimentação consciente, através da oferta de refeições veganas, vivas e cruas de baixo custo. É uma experiência
sensível, de abertura, de vibração espiritual e de cura, que é acessível a todos os que estão dispostos a se experimentar. Estávamos ocupando um espaço físico, localizado no Lago Azul, Nísia Floresta, há 5km do centro de Pium, que recebia grupos aos sábados e domingos para experiência com a alimentação viva.

6 – Para quem está interessado em começar esse estilo de vida, como que se inicia?

Primeiramente precisa estar aberto à mudança, ser persistente e desapegar de tudo aquilo que acreditava. Indicamos sempre uma experiência de 7 dias com sucos verdes, o corpo vai responder muito rápido. Pesquisar e ler bastante sobre o tema e estar perto de pessoas que já praticam. Esse livro em anexo é ótimo para iniciantes. Também estamos à disposição e abertas ao diálogo.

O canal do Alkaline Man no Youtube tbm é uma excelente fonte de informação. Daniél Rocha foi quem nos apresentou a alimentação viva e também realiza protocolos de desintoxicação no Pium.