Como mudar o mundo (ou pelo menos o Brasil)

Lawrence Lessing é um ativista norte americano que propõe uma ideia simples para mudar o sistema político nos Estados Unidos: organizar caminhadas nos estados com o objetivo de conseguir uma reforma eleitoral.

Uma reforma que os eleitores norte-americanos precisam, não aquela que os políticos querem impor.

A questão por lá é bem semelhante a que temos no Brasil: diminuir a força do poder econômico no quadro eleitoral e equilibrar mais o jogo em prol da população

A ideia da caminhada foi baseada na iniciativa de uma senhora conhecida como Granny D. Em 1999, aos 88 anos, ela iniciou uma caminhada por todo continente norte-americano para pedir a reforma no financiamento eleitoral do país. Foi seguida por milhares de pessoas e virou um ícone.

A simpática Granny D.
A simpática Granny D.

Lessing quer remixar essa iniciativa e usar a internet e as tecnologias para mobilizar ainda mais pessoas. Ele propõe caminhadas, com datas definidas, e em vários estados diferentes. Todos os anos. Até as eleições de 2016.

Além disso, ele pretende criar é um aplicativo para acompanhar os candidatos que são a favor desse tipo de reforma e até financiar, via crowdfunding, àqueles que se comprometerem com a mudança no financiamento eleitoral do país.

É usar a iniciativa coletiva, de forma pragmática e organizada, para tentar fazer a diferença.

E o que podemos fazer pelo Brasil? Ou pelo nosso Estado? Ou pela nossa cidade?

Organizar caminhadas por aqui seria provavelmente um fracasso pelo medo que nós brasileiros temos da falta de segurança pública nas nossas estradas, ruas e cidades. Mas há outras alternativas que poderiam ser viáveis e usar a internet e a criatividade (que temos de sobra) pode nos dar uma direção.

Mas para isso, a atuação da sociedade civil organizada precisa ir além dos abaixo-assinados onlines e dos protestos de rua, mas vir com o acompanhamento de políticas públicas e com a fiscalização e cobrança direta a políticos – seja a presidente, sejam governadores, prefeitos, deputados ou vereadores.

Mudar-o-mundo1

Além da organização para atuar sugerindo, propondo e acompanhando áreas cruciais, como reforma política (uma que amplie o poder da população, não dos políticos), saúde, educação e infraestrutura urbana nas grandes cidades.

E isso de forma suprapartidária – muito porque os partidos, apesar da importância que têm, atuam em geral apenas em interesse próprio – congregando quem quiser aplicar a ideia, independente da bandeira que defende, sempre em prol do bem de todos.

É algo que parece utópico. Mas que só vai deixar de ser quando houver iniciativa e organização, semelhante a do Lawrence, nos Estados Unidos. E que vale a pena sonhar.

Que Brasil queremos construir?

No vídeo abaixo, Lawrence Lessing explica a sua ideia (infelizmente, ainda, sem legendas em português)

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Jornalista formado pela UFRN. Fez o Curso Estado de Jornalismo Econômico do Estadão/FGV e o Rumos Jornalismo Cultural do Banco Itaú. News addicted. Apaixonado também por internet, cultura, política, mídias sociais, publicidade e pelo Palmeiras. Odeia azeitona.

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