Lembro-me bem da aventura e por que todo mundo precisa se arriscar e fazer exatamente o que curte que decidi compartilhar como fizemos a trilha do Pico do Cabugi com vocês.

Era uma feriado, 21 de abril de 2015, eu trabalhava numa TV local e como todo jornalista de redação era refém do plantão entraria na TV às 14h. Então, esquematizamos tudo pra que as 13h eu estivesse de volta.

Com uns dias de antecedência um casal amigo, Pâmela e Josivan, decidiram que queriam conhecer mais o RN (que é bonito pra caramba! Se você ainda não decidiu isso pra sua vida: ainda está em tempo).
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A partir daí formamos um grupo no Facebook, chamamos alguns amigos, uns com experiência de trilha outros nem tanto, uns super atletas outros completamente sedentários, e abraçando a diversidade decidimos subir o Pico do Cabugi.

Eu precisava ir de moto para a emoção ser maior – mentira! Eu odiei, as pernas ficam doendo e cada caminhão que passa do seu lado você enxerga a morte umas mil vezes – mas o deslocamento era mais ágil e topei a parada. Não recomendo!

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Como foi a trilha para o Pico do Cabugi?

Fizemos contato com o guia local que nos esperou na fazenda que dá acesso a trilha do Pico do Cabugi.

Muitas pessoas se arriscam em fazer essa trilha sozinho. Não recomendo. Primeiro porque a economia local precisa desse dinheiro e depois porque a subida é de pedras completamente soltas, então, pode sim causar um acidente. Inclusive o local já tem registro de óbito.

Saímos de Natal cedinho, umas 4h30 da matina, vimos o sol nascer na estrada, quase duas horas de viagem consegue se percorrer os 130 km de Natal a Lajes, e a fazenda que o guia marca é realmente na estrada.

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Lá deixamos o veículo de condução, colocamos mochila, protetor solar e nos preparamos para sair. Não leve muita coisa. Só água e tudo que puder para se proteger do sol: chapéu, protetor e etc. A trilha que é dura e o sol castiga.

Depois de mais de uma hora de caminhada com algumas paradas para descansar, chegamos ao cume. A trilha no início é leve e arborizada até um pedaço, depois fica bem íngrime e com o sol forte.

O ideal é que a saída seja no máximo até às 7h da manhã, porque depois o calor fica insuportável. A parte mais difícil, em que eles disponibilizam um guia para ficar com as pessoas que não toparem subir até o fim, é quando chega nas pedras soltas. Quem tem medo de altura precisa se superar e a concentração dobrar.

O guia recomenda que a gente ande na posição de quatro apoios, segurando nas pedras até chegar ao pico. Não andamos mais em fila indiana e sim em linha reta para não causar acidente.

A vista

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Lá em cima não é tão extenso,  mas a vista é belíssima e nosso RN nunca decepciona. Batemos algumas fotos e descemos, mais uns 40 a 50 minutos de trilha.

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No caminho os guias vão explicando um pouco da fauna e flora do local, e conta também as lendas da região.

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Ao descer do vulcão inativo você está sedento por água e coberto de poeira, alguns se arriscam na mangueira da fazenda. Eu subo na moto e volto para Natal, porque o trabalho me esperava.

Apesar de ser um tanto perigoso, vale muito a pena conhecer esse cartão postal do nosso Estado.

O grupo tinha umas dez pessoas e fomos com dois guias: um posicionado no início da trilha e outro no fim, pagamos cerca de R$15,00 cada.

No final das contas com gasolina, guia e almoço não se gasta nem R$60,00 por pessoa.

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