6 filme sensacionais (e recentes) que você precisa ver

Uma das coisas mais batidas da internet é formular listas. Apesar do imenso clichê que já é isso, é uma das atividades que mais gosto de fazer. Ordenar, de alguma forma, os elementos mais importantes de uma determinada categoria, em um período de tempo igualmente determinado.

Por conta disso fiz essa lista de seis filmes que vi este ano. Podem até não ser os melhores que vi, mas foram os que me marcaram de uma forma ou de outra. Sabe aquelas obras em que você entra no cinema, assiste e se pega refletindo sobre ela (seus personagens, seu enredo, seus problemas) 2 ou 3 semanas depois?

Pronto. Cada um dos filmes desta lista teve de um pouco desse efeito comigo. E ah, a lista não está ordenada pela minha preferência. Enjoy it 😉

Frances Ha (2012)

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Candidata para ser a nova comédia da modinha dos anos 2010’s (como foi Amelie Poulain nos 2000’s), Frances Ha é um filme encantador. Fotografia em preto e branco e uma homenagem explícita ao Nouvelle Vague, o enredo mostra uma crise muito comum da chamada Geração Y: a tal da síndrome do Peter Pan. A personagem principal – a Frances Ha (Greta Gerwig) – é uma “adolescente” nova iorquina de 28 anos que, de repente, se vê numa condição em que precisa tomar decisões de “gente grande”. Ela se enrola, fala frases marcantes (daquelas que se compartilham no Facebook) e, enfim, cresce. Vale a pena ver.

IMDB: 7.5

Abismo Prateado (2011)

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Como nas obras anteriores do Karim Ainuz (O Céu de Suely e Viajo Porque Preciso Volto Porque Te Amo) O Abismo Prateado é sensível e tocante. O roteiro é uma adaptação livre da música “Olho nos Olhos” do Chico Buarque. O enredo conta a história de Violeta (Alessandra Negrini) surpreendida pela decisão abrupta do marido em abandoná-la. A partir daí a obra é um mergulho no vórtice que a personagem entra. Sem chão, ela anda sem rumo nas ruas do Rio de Janeiro tentando entender o que aconteceu e superar o fim inesperado de um amor. Isso tudo embalado pela bela trilha sonora que compõe o filme (as obras do Ainuz são sempre bem musicais). Um destaque para a atuação magistral da Alessandra Negrini.

Gravidade (2013)

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Há tantos méritos em Gravidade que fica difícil enumerá-los sem ser injusto. Vamos lá: imagens sensacionais, o filme é quase como uma experiência visual com takes espetaculares do planeta Terra visto do espaço. Atuações magistrais: principalmente da Sandra Bullock que segura o filme nas costas sem deixar a peteca cair. A atriz, aliás, vem fazendo excelentes trabalhos (Tão alto, Tão Perto e o The Blind Side que lhe rendeu um Oscar). Uma sonoplastia e uma fotografia embasbacantes – a câmera segue o ritmo de um ambiente sem gravidade e o jogo de sons é incrível -, principalmente por se tratar de um filme de caráter comercial. Isso sem falar no trabalho do diretor Alfonso Cuarón que tanto consegue segurar o suspense nos 91 minutos de filme, como estabeleceu muito bem o drama entre os dois únicos personagens: a médica Ryan Stone e o astronauta Matt Kowalski (George Clooney). Sem dúvidas, Gravidade tem potencial para virar referência a ser vista e revista nos próximos anos.

IMDB: 8.4

Antes da Meia Noite (2013)

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Antes da Meia Noite nasce como um clássico, principalmente para quem é fã dos dois primeiros filmes da trilogia do diretor Richard Linklater: Antes do Amanhecer (1995) e Antes do Pôr do Sol (2004). Na continuação Ethan Hawke (Jesse) e Julie Delphy (Celine) estão casados nove anos depois do reencontro em Paris. E a ideia segue a mesma: diálogos bem escritos, filmados em plano sequência em alguma puta locação na Europa. O que marca é que a obra continua prendendo não só pelo aspecto visual, mas pela forma como a história completa seus vácuos temporais por meio da linguagem falada e escrita – exatamente como ocorreu nos filmes anteriores. Diferente da paixão juvenil do primeiro e do amor platônico do segundo, o final da trilogia se baseia em uma DR que culmina naquela batida (e triste) verdade: nenhuma história de amor pode ser perfeita.

IMDB: 8.1

Jagten (2012)

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Jagten ou “The Hunt” é um belo filme dinamarquês sobre a fragilidade e a hipocrisia de determinadas relações humanas. Mostra como, a partir de especulações, um pré-julgamento é feito e ele pode arruinar a vida de um homem injustamente. No fundo, a trama demonstra o quanto a presunção de inocência é importante e o quanto a nossa visão, diante de fatos que nós mesmos pré determinamos, pode não ser a mais correta. Tem a melhor atriz mirim que já vi atuar. Recomendo.

IMDB: 8.3

Ruby Sparks (2012)

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Ruby Sparks é um filme sobre como projetamos um ideal de pessoa quando estamos em um relacionamento. Todas aquelas pequenas expectativas, toda a perfeição que buscamos em alguém que está alheio da gente, em um universo com necessidades e anseios que não podemos controlar. Como uma boa ficção, vai fundo nisso para mostrar que é na liberdade da imperfeição, em toda aquela surpresa (tanto as agradáveis quanto as desagradáveis) é onde mora um sentido da superestimada palavra amor. Recomendo a todos que assistam.

IMDB (7.2)

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Jornalista formado pela UFRN. Fez o Curso Estado de Jornalismo Econômico do Estadão/FGV e o Rumos Jornalismo Cultural do Banco Itaú. News addicted. Apaixonado também por internet, cultura, política, mídias sociais, publicidade e pelo Palmeiras. Odeia azeitona.

Comentários

1 Comment

  1. Eu assisti "Antes da meia-noite" e achei um filme espetacular. Me prendeu do início ao fim, adorei as cenas, que são simples, porém, bastante interessantes, marcadas por muitos diálogos. O filme retrata exatamente isso que você citou "nenhuma história de amor pode ser perfeita". Recomendo a todos os leitores.

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