Natal está recheada de artistas talentosos dos mais diversos segmentos. As vezes o que falta mesmo é um pouco de reconhecimento do próprio potiguar que já é taxado por “não consagrar e nem desconsagrar ninguém” (parafraseando Câmara Cascudo).

Mas como aqui no 702 a gente gosta mesmo é de enaltecer o trabalho dessa galera incrível, tiramos este post para falar do Ian Rassari, fotografo natalense de apenas 21 anos que já mostra um olhar super sensível e poético. Em suas palavras:

Não lembro muito bem quando tudo isso começou a efervescer dentro de mim, como meu pai é fotojornalista e meu avô poeta e artista plástico, involuntariamente fui criando consciência que seguiria uma vida preenchida pela arte. Comecei a fotografar nas viagens de família, por incentivo do meu pai. Pouco tempo depois comecei a me fotografar em casa – escondido – e assim me descobrindo com a câmera dele toda noite quando ele saía pra trabalhar. E isso foi crescendo e crescendo até que chegou um ponto que eu ganhei minha primeira câmera.

No meio disso tudo a poesia apareceu como quem não quer nada. Minhas primeiras desilusões amorosas na adolescência começaram a virar poema e com o passar do tempo tudo ao meu redor se transformou em verso.

Arte é uma condição, ao mesmo tempo que nos aprisiona é libertador. Hoje eu consigo ver que todo caminho percorrido pela minha fotografia é uma retratação fiel dos meus sentimentos em momentos específicos da minha vida. E como todo ser humano mutável, a arte como um reflexo da sua vida também vai mudando. Quero seguir em frente com uma fotografia acima de tudo subjetiva, gosto de fazer as pessoas refletirem, as vezes até chocar um pouco. A arte é visceral, a obra é uma víscera, são nossas entranhas expostas para o mundo. Sou um grande admirador da fotografia cinematográfica e é algo que provavelmente me aventurarei. A arte é um risco que eu sempre estive disposto a correr.

Sem mais delongas, fiquem com o trabalho do Ian e o sigam no instagram aqui: