Amigos de Nova Cuba, o mundo descobriu há algumas semanas que nem tudo que morre no Brasil está morto. Vejam vocês a situação de São Paulo. Todos os dias a imprensa divulga um estágio mais morto do volume morto do reservatório da Cantareira. É como se o defunto estivesse lá paradão, gelado, mortinho da silva, até que de repente abre um olho, mexe um dedo, tenta se levantar e puff… morre de novo.

Pelas minhas contas, o volume morto desta semana deve ser a quinta ou sexta tentativa de levantar o cadáver. Não duvido se daqui a algumas semanas o volume morto da Cantareira tiver mais atestado de óbito que a quantidade de cassações da ex-prefeita de Mossoró Cláudia Regina. E pensar que Dias Gomes foi buscar na ficção o que o Brasil tem de melhor. São Paulo não faz vergonha nenhuma a Sucupira. Talvez por isso tenha tanto paulista com ódio do Nordeste.

Outro dia, numa rodinha de amigos, alguém perguntou se o volume morto da Cantareira não era a identidade secreta do Maluf. Tem que ver isso aí. Certeza mesmo é que no carnaval de 2015 a fantasia de volume morto não vai dar pra quem quer. Aqui no Rio Grande do Norte já tem encomenda com a cara do Henrique, da Wilma e de uma porção de prefeitos do interior.

O engraçado, e que mostra ao mesmo tempo a vocação natural do paulista para o comércio, é que São Paulo se adaptou tanto ao volume morto que decidiu exportar o modelo para o restante do país. A volta do Eurico Miranda à presidência do Vasco nesta semana é a prova cabal de que nem tudo o que morre no Brasil está morto. Só vendo pra crer.

Talvez a única exceção seja o Rio Grande do Sul. Por lá, parece que a mulherada resolveu cobrar em público uma dívida histórica dos gaúchos. Nunca foi tão primavera como agora. As ruas de Porto Alegre estão floridas com tanta mulher pelada correndo no asfalto. Nesse caso, fica a torcida: que ao menos no Sul, o volume morto não renasça jamais.