Em Natal, a primeira referência quando se fala a palavra “Grafith” não é a famosa arte de rua que tem como um dos seus expoentes o banksy, mas uma banda. A lendária da Banda Grafith.

Uma conjunto que toca uma variedade de ritmos musicais, do reggae, ao arrocha. Isso sem falar, é claro, do axé baiano com todas as suas variações, além de covers das chamadas “românticas internacionais”.

São aí 26 anos de estrada de um conjunto que começou do rock (por isso o nome “contestador”), passou a ser a banda baile até abraçar de vez o povão com a sua mistura rítmica e com toda uma cultura da qual é o maior expoente: a chamada cultura pinta.

Hoje tem até verbete no Wikipedia, um dos membros da banda é vereador da cidade e toca sempre quando o campeão do UFC, o potiguar Renan Barão, entra para mais uma de suas lutas no octógono.

Interessante da banda é que ela é aquela coisa brasileira, do tudo junto e misturado, que agrada hoje do playboy ostentação ao pinta do morro. Uma nação de “grafiteiros”, fenômeno que só tem características parecidas – friso que apenas em termos de popularidade – com o fanatismo pelo Nação Zumbi nutrido pelo povo do Recife.

Mas o Graffith é brasileiro sem perder o gingado potiguar, ou melhor, o swing baiano e o reggae maluco que adota nas suas composições. E não só por isso, mas pela distinta importância do quarteto (quase o Beatles potiguar), escolhi cinco músicas (entre versões e composições próprias) inesquecíveis para quem é fã, ou simplesmente para quem quer conhecer o grupo.

1 – O Chico Bateu no Bode (que atire a primeira guitarra o rockeiro que nunca cantou essa música)

2 – Jungle People (Clássica música da fase reggae da banda)

3 – Camaleão (música do primeiro e único LP do grupo)

4 – Faraó Divindade do Egito (das antigas!)

5 – Sou Grafiteiro Por Amor (Eternizada pelo Renan Barão)

Bônus track! Essa é para você aprender a dançar num show de Graffith e fazer bonito com a galera.